Nossa História

Associação dos Trabalhadores Sem Terra de São Paulo

A Associação dos Trabalhadores Sem Terra de São Paulo começou como todos os movimentos de moradia, indo até a Secretaria de Habitação do Estado, da Prefeitura, fazendo caravanas à Brasília, passeatas e manifestações.

Em 1986, cansamos de promessas e, a partir daí, começamos a pensar em alternativas e a discutir a possibilidade de comprar terrenos coletivamente. A primeira experiência nesse sentido foi para resolver o problema de 18 famílias que haviam sido despejadas, em seguida compramos uma área para 104 e outra para 180 famílias.
Partimos para a ideia da autoconstrução, onde cada pessoa constrói sua própria casa depois de um processo coletivo. Esse processo começa com a organização do grupo para a compra da área, até a discussão do projeto como um todo, cuja preocupação não seria apenas a de conquistar um lote para cada família, mas também garantir áreas coletivas para a implantação de equipamentos sociais, áreas de lazer e de preservação do meio ambiente.

Ao se comprar essa área, verificam-se quantos lotes cabem e divide-se o valor do terreno pelo número de lotes. A negociação da compra estaria a cargo da coordenação geral do movimento, que é formado por uma comissão que vai cuidar dos assuntos específicos daquela área comprada, sendo seus integrantes pessoas da própria área, que se dispõem a trabalhar voluntariamente. Os lotes são distribuídos por sorteio.

Cada área em construção tem um mestre de obras para orientar as pessoas, bem como fiscalizar se as obras estão de acordo com o projeto, garantindo assim a segurança das construções e a aprovação final.
Mensalmente, mesmo as pessoas que já possuem suas casas ou lotes, se reúnem com o objetivo de procurar soluções conjuntas para os problemas que venham a surgir ou questões de âmbito geral da área.
E nossa história vai acontecendo: 1989, compra da área do Jardim Rincão (Conjunto Residencial Novo Horizonte), com 170 famílias, e a área do Butantã, na rodovia Raposo Tavares, com 53 famílias. Outubro de 1990: Parque Anhanguera ou Morro Doce, situada entre os bairros Jardim Britânia, Santa Fé e Morro Doce, ao lado da rodovia Anhanguera, área para 1500 famílias, inicialmente subdivididas em quatro áreas, hoje um só conjunto, o Jardim Canaã; ainda no Morro Doce a 5ª área, para 700 famílias, hoje Parque Esperança.

Do outro lado da rodovia Anhanguera, no Morro Verde, uma área com 450 famílias, hoje Conjunto residencial Morada do Sol, e a área do Sol Nascente com 380 famílias; 8ª área, Alpes do Jaraguá, com 350 famílias; 9ª área, Residencial Paraíso, com 127 famílias; 10ª área, Residencial Bandeirantes, com 220 famílias; 11ª. área, Conjunto Residencial Anhanguera, com 540 famílias; 12ª. área, Recanto da Serra , com 350 famílias; 13ª. área, Jardim das Palmeiras, com 350 famílias; 14ª. área, Conjunto Habitacional Turístico, com 1300 famílias; 15ª. área, Vila Nova Esperança, com 260 famílias; 16ª. área, Conjunto Residencial Nações Unidas, com 650 famílias; 17ª. área, Conjunto Habitacional Recanto Anhanguera com 700 famílias; 18ª.área, Conjunto Habitacional Montes Verdes, com 170 famílias; 19ª. área, Conjunto Habitacional Portal Anhanguera,com 700 famílias; 20ª.área, Conjunto Habitacional Portal do Jaraguá com 281 famílias; 21ª área Conjunto Habitacional Pq da Nações II com 754 famílias; 22ª Conjunto Habitacional Pq da Nações III com 782 famílias entre outros, já estamos na 31ª área e também fizemos experiência no interior do Estado, nas cidades de Novo Horizonte (2 áreas - 1400 famílias), Catanduva (2 áreas - 1800 famílias), Pradópolis (1 área - 600 famílias), Nova Europa ( 1 área - 500 famílias, Planalto ( 2 áreas - 450 famílias), Lins (1 área - 300 famílias), Matão ( 1 área - 640 famílias), São Lourenço do Turvo (1 área - 140 famílias), Américo Brasiliense (1 área - 1450 famílias), Pirassununga (1área - 250 famílias), Jaboticabal (1 área -120 famílias), Tambaú (1 área - 120 famílias), Santa Lúcia (1 área - 310 famílias), Cajamar (2 áreas - 588 famílias),
Em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, que garante a infraestrutura básica destes loteamentos, já foram criados 30 novos bairros, atendendo 25 mil famílias.
Um outro lado bonito de nossa história é que algumas pessoas, apesar de terem conquistado sua casa, já adquiriram tal consciência que chegam a dizer: “ Eu aprendi que a casa não é o mais importante. Agora eu tenho outras coisas. O movimento me fez enxergar outra realidade, outra caminhada.” Isso é a tomada de consciência da cidadania, do papel de sujeito da história, de agente de transformação. Acima da questão da moradia, o objetivo do Movimento é de construir a consciência do nosso papel na construção de um país mais humano e justo. Só o povo consciente, organizado e mobilizado pode promover as mudanças que precisamos não o governo ou qualquer outra instituição.

 

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